Monitoramento e avaliação CONFIEE
Desisto do twitter para fazer isso. Estou transcrevendo as apresentações, peço perdão pelos possíveis erros.
Iniciando o CONFIEE com estratégias para monitoramento e avaliação de projetos de inserção de TICs.
Começa com Jonh Ainley falando sobre a experiência Australiana. Lá a inserção das TIC foi uma iniciativa federal.
sonham com uma conexão acima de 100mbps para as escolas.
Citou o site http://www.edna.edu.au/edna/go que estão utilizando para formar grupos (professores e alunos)
Há 10 anos oferecem notes a baixo custo para professores
Em 1999 foram estabelecidas metas nacionais, entre elas que as TIC deveria auxiliar o ensino. Realizam a cada 3 anos uma avaliação nacional
Está sendo apresentado a experiência da Austrália para monitoramento e avaliação da incorporação de TIC em suas escolas.
Cita atividades que aplicaram com uma amostragem por escola (6ª e 10º ano) para analisar os resultados:
- O video game aumenta nível de violência;
- Alunos escolherem uma série de dvds para escola;
Ao analisar os resultados conseguiram classificar os alunos em 3 níveis de uso das TIC. Estabelecendo qual o nível esperado para cada série. Os resultados apontaram 63% dos alunos dentro dos níveis esperados.
Foi citado ainda a avaliação SITES 2006, como parceria com o PISA.
Segunda apresentação Doug Brown – Inglaterra
Becta orgão governamental para estabelecer estratégias internacionais para o governo.
No reino unido em 2005 foram estabelecidas estratégias nacionais para uso de TIC na educação.
Criaram uma rede por toda a Inglaterra uma rede única com banda larga, os fornecedores diferem por áreas (10 áreas), 23.000 escolas, 90% ou mais do financiamento é feito a nível internacional, ou seja, lá a verba da escola é defindo pela comunidade escola e os diretores gastam o dinheiro como bem entendem(sem influência do governo).
Quanto a política a estrutura é baseada em Infraestrutura, prática e conteúdo.
Utilizam 1 milhão de libras anualmente para o projeto. E quase o dobro de investimento pelo governo.
Alguns estudos tem sido realizados e foi citado o Impact2 – http://partners.becta.org.uk/index.php?section=rh&rid=13602.
Nesta apresentação será apresentado a avaliação do uso de lousas digitais.
Apresentado um vídeo de um menino de 10 anos que ao realizar uma videoconferência apresentando sua opinião quanto ao trabalho realizado em sua escola.
Muitas escolas, apoiadas pelo governo, implantaram lousas digitais (projetos pilotos):
- Melhoria da interação entre professor e aluno;
- Os professores estavam fazendo a diferença, se não investimos neles não temos como obter bons resultados;
- Porque investir 20 milhões de libras para comprar estes quadros? O governo se baseia em fatos de prova de retorno financeiro. Faz-se necessário realizar pesquisas… Se investimos isso na educação com certeza a médio e longo prazo teremos retornos.
Colocar um modelo de quadro em todas as escolas não seria bom era importante experimentar de maneira diversificada. As compras e aquisições aconteceram da seguinte maneira:
O governo estabeleceu o que as escolas poderiam comprar;
Foi criado uma licitação;
Como desenrolar isso em grande escala? A Becta ofereceu suporte para as escolas (treinamento pedagóco, suporte técnico). Fizemos a compra em algumas escolas (não tinhamos dinheiro para todas) criamos uma rede nacional de quadros interativos e avaliamos o que estava acontecendo.
A avaliação (realizada em parceria com Universidades) demonstrou muitos resultados positivos, levantou alguns pontos chaves:
A impresa apresentava o seguinte resultado: Menor efeito no avanço com alunos que já tinham rendimento “ruim” (não foi significativo);
Existem evidências de que ocorreram mudanças na organização das aulas;
Foram comprovadas melhoria nos rendimentos dos alunos;
Alto nível de satisfação destas escolas que implantaram os quadros.
3ª Apresentação – Experiência da Noruega – Oystein Johannessen
1994 – Surgiu o interesse de utilizar TIC na Educação
até 2008 ocorreram estratégias separadas e a partir de 2009 foram estabelecidas estratégias nacionais.
Durante os últimos anos foi focado
Prioridades chaves para educação norueguesa
1 – Aprender mais – Noruega está apresentando notas mediocres comparada a outros países, estamos reparando estagnação no nosso sistema.
2 – 30% dos nossos alunos não concluem o ensino médio,
3 – Domínio de estratégias e bem estar – existe um problema com bullyng nas nossas escolas, estabelecemos ter uma intervenção precoce, ou seja agir rapidamente. Precisamos investir na capacitação dos docentes.
Possuimos um monitoramento bi-anual
Intervenção no Curriculo Nacional – temos metas de competências claras, o docente tem alto grau de liberadade metodológica. Identificamos 5 aptidoes básicas: leitura, escrita, conhecimento matemático, oralidade e aptidões digitais.
O principal veiculo para uso das TIC é o curriculo, mas não podemos esquecer de outros ELOS importantes: Criar uma avaliação nacional para avaliar as aptidões de nossos alunos; Desenvolver competências de utilização de TIC entre professores e diretores.
Acabo de fazer uma pergunta:
Como já apontando aqui por outros colegas, no Brasil, ainda estamos enfrentando a dificuldade de disponibilização de estrutura e conectividade. Em meu estado (o Paraná) estamos tentando superar estes problemas e Gostaria antes de fazer minha pergunta compartilhar rapidamente um pouco da experiência do Paraná na inserção de TIC na educação pública.
Colocamos um laboratório de informática em cada escola (desenvolvemos uma tecnologia de multiterminais – 1 para 4), criamos uma intranet, conectando as escolas com fibra óptica, e realizamos o acompanhamento e atualização de software de forma centralizada em Curitiba nossa Capital.
Ampliamos nosso número de Assessores técnicos pedagógicos e assessores técnicos para atender a estas escolas, tendo hoje um professor para acompanhar 10 escolas no uso de tecnologia na educação.
Criamos um Livro didático público para todas as disciplinas, que é criado por professores da nossa rede de ensino e mantemos um portal colaborativo onde disponibilizamos recursos digitais (áudio, vídeo e imagens) para que nossos possam complementar os conteúdos em suas salas de aula. Para isso disponiblizamos um aparelho de televisão com entrada usb que faz a leitura destes arquivos e fica dentro da sala e não em outro ambiente.
Criamos um programa de formação para professores, e a cada ano disponibilizamos 2000 vagas para professores, que se afastam de suas atividades na escola e voltam para universidades para realizar pesquisas a fim de melhorar a qualidade da educação pública, no segundo ano estes professores criam cursos virtuais para professores das escolas que possuem interesse sobre a temática pesquisada por ele.
Enfim, estamos trabalhando na tentativa de diminuir as dificuldades de ordem de estrutura e acompanhamento pedagógico quanto a utilização de tecnologias na educação, mas ainda temos muito a percorrer… E estou aprendendo muito aqui hoje, principalmente com relação a importância e maneiras em se monitor estas atividades e avaliações e gostaria de ter acesso aos modelos utilizados por vocês.
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Uma questão que vem me preocupando é que com esse grande acesso à internet que nossos jovens fazem, e destacando aqui o uso de ferramentas de web 2.0, que sobretudo facilitam a publicação (eu mesmo estou twittando a nossa conferencia e com alguns colegas professores acompanhando em diversos estados), acesso a informação e comunicação, temos uma mudança cultural e social muito grande. (acho que talvez eu fuja um pouco da temática deste encontro, mas preciso fazer esta questão)
Aqui no Brasil podemos destacar o grande acesso ao site de relacionamentos pessoais (ORKUT) como entrada quase que obrigatória para cada jovem. Percebo que para muitos jovens a internet se resume a este serviço.
Essa cultura dos jovens tras inúmeros benefícios, mas também algumas preocupações, entre elas posso citar 3
- Jovens com dificuldade de se relacionar com pessoas “reais”. Dificuldade do contato. Dependentes de estar conectados…
- Potencialização de atividades de Ciberbulling entre alunos, seja por compartilhamento de vídeos, textos, imagens e até mesmo contas fakes em comunidades virtuais.
- Exposição excessiva da vida particular
Gostaria de saber um pouco mais de como estes problemas veem sendo encarados em seus países e se conhecem casos de sucesso para essa conscientização da escola para o uso crítico das tecnologias.
Percebam que aqui estou me preocupando para além do uso de tecnologia na educação e refletindo quanto a educação para o uso destas tecnologias.


Silvia Said,
novembro 19, 2009 @ 9:28 am
Oi Ezi!
Obrigada por compartilhar conosco teus momentos e reflexões sobre a conferência.
Fiquei surpresa com a Noruega! As estatísticas e pesquisas mostram que é o melhor país em qualidade de vida!
Perguntei para o Patric e ele me disse que eles conseguem ótimos empregos sem precisarem concluir o ensino médio. A Noruega ficou muito rica depois dos poços de petróleo que encontraram … 20 a 30 anos atrás.
Não teve ninguém da Finlândia? Lembro que li um artigo sobre a educação de lá… e nesse artigo dizia que 100% dos professores possuem mestrado como formação mínima, bons salários, etc etc…
bjs e continue divulgando!
Eziquiel Menta Said,
novembro 19, 2009 @ 10:17 am
Olá Silvia, falaram sim sobre a Finlândia autos níveis de utilização de TIC na educação e excelente desempenho no PISA, mas não tem ninguém aqui de lá… O que estou observando é que apesar destes países possuirem projetos de uso de TIC há muito mais tempo que o Brasil, ainda possuem problemas, mas são em um nível bem diferente dos nossos.
Em todos os casos de sucesso, existe um plano nacional, metas bem estabelecidas, investimento, monitoramento e avaliação dos programas. Neste ponto concordo que precisamos usar as experiências.
Porém por outro lado, não vejo muita preocupação com as dificuldades com relacionamentos que o uso das tecnologias podem trazer, nem tao pouco percebo preocupação de tornar os alunos críticos quanto às informações e manipulações que podem estar expostos ao acessar estas tecnologias… talvez pelo pouco tempo que todos aqui tem para apresentar… fica a dúvida…