Webtevês abrem espaço para alunos terem suas próprias emissoras
Entrevista que dei para o Instituto Claro, no site pode-se acessar a matéria completa.
Na época da conexão discada, tentar assistir a vídeos na internet tinha mais chances de resultar em raiva que em momentos agradáveis. A banda larga trouxe aos internautas a possibilidade de efetivamente usufruir dessa mídia e, com o surgimento do Youtube, assistir a filmes via web virou rotina diária para muita gente. Agora as possibilidades de interação começam a se expandir com a disseminação das webtevês, permitindo experiências extremamente novas e ricas para alunos e professores.
Em um ambiente de webtevê, os usuários não só postam e assistem a vídeos, mas montam programações inteiras, com horários definidos e estilo de comunicação próprio, como um verdadeiro canal de tevê. É a abertura para se ter uma emissora fora das restrições gigantescas impostas pelo método de concessão do governo, e aí está a ponte com a educação.
Usar a tevê tradicional em salas de aula nunca foi fácil. Os professores têm pouca ou nenhuma chance de influenciar as grades de programação. Em geral, os educadores é que têm de se adaptar de forma a combinar seu planejamento de aulas com os temas exibidos na televisão. Esse obstáculo é inexistente com o uso de webtevês, que surgem como mais uma chance de se modernizar a forma de ensinar. “Vivemos em uma sociedade tão midiática e nas salas de aula só se trabalha com texto”, lembra Eziquiel Menta, diretor Assessor de Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação do Estado do Paraná.

